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dezembro 2007

31-12-2007

O fim da Apple Computers, Inc., por Nicolas Rouquette

Uso Apples desde meu treinamento para obter a credencial de ensino aqui nos EUA. É um curso de pós, aprendemos a usar uns programas para educação e desenho. Sempre fui fiel ao Macintosh, desde os primeiros que usei aos meus portáteis. Escrevi pedidos de verba e ajudei o distrito escolar de Santa Monica-Malibu Unified a adotar Macs em todas as escolas. Nesta época, a Apple estava fazendo o maior esforço pela reconquista do mercado. Foi a época do Performa e do Mac  estilo Jetsons.

Infelizmente, o computador preferido dos artistas gráficos e dos educadores aqui nos EUA  tem seus dias contados. O sistema Leopard é uma  balela, não há criatividade ou concorrência frente aos PCs. Safari? Firefox, claro, venceu essa parada.

Digo adeus ao Mac com muita tristeza. Apple não tem um único programa compatível com reconhecimento de voz. Minha teclagem é limitada neurologicamente. Adeus MacBook Pro, hello PC. É como sair de uma boutique estilosa e entrar nas Lojas Bahia para comprar roupa.

Para quem acha que há mais novidades na área de computadores vindo da Apple, lembro que a palavra Computers foi retirada do nome da firma. Hoje atende por Apple, Inc. e pesquisa um iPod embutido na sua pele, acessivel daqui a pouco, nas melhores lojas e contrabandistas do ramo. É que a surdez provocada pelos "pods" está dando em processo de pais e escolas.

Boas entradas a todos, obrigada Uêba pelo apoio. Obrigada a todos meus leitores e comentaristas. Obrigada blogueiros de primeira hora: Alexandre Inagaki,  Eudes,  Cienfuegos  do Mas que  loucura,  Andre Dahmer, Denise Arcoverde,  meus primeiros links de "gente grande."  Obrigada blogueiros de leva recente: Ed Junior, Gabriela Zago, w1zard, Flávia Nogueira, ai! Parece lista dos amores do Vinicius de Moraes. Moças do Cintaliga. Insistam. Amo todos vocês.

Até mais!Tina_googles

30-12-2007

Por falar em software de reconhecimento de voz..., por Nicolas Rouquette

Quando comecei a ter problemas de teclagem, talvez há dois anos, digo problemas perceptíveis na mão esquerda, dois blogueiros se prontificaram para me ajudar. O problema era menos acentuado que hoje. Não havia programas para Apple. Um deles tenho até vergonha de chamar de "blogueiro" pois conheço o trabalho de Júlio Hungria, jornalista, desde jovem. É personalidade.

O outro me foi referido pelo Eudes da Rapadura Açucarada. É o Rodolfo Castrezana do blog de mulé boa e outras novidades, Omedi.

Quero agradecer aos dois a qui, pois  fatalmente eles lerão o link no technorati.com. Sou seguidora do blog Blue Bus desde sua tomada de posição relativa à maracutaia(palavra minha) PAN e malvados do Andre Dahmer. Espero que o ano que vem seja mais doce para a parceira do Julio, Elisa Araújo.

Feliz ano novo, por Nicolas Rouquette

Li um ensaio desses escritos com chave de ouro, tipo ensino secundário, aluna crente que está abafando, no caderno de opinião do Los Angeles Times. Era justamente sobre a pessoa que definiu nossa cidade sem nenhum sentimentalismo, no início da formação desta megalópolis que procura um centro, diz o Woody Allen. Phoda-se, digo eu.

O homem que nos definiu e deu-nos indiretamente o estilo cinematográfico típico das almas solitárias em carros, apês ou casas, fechadas, sob a luz enfumaçada de venezianas é Raymond Chandler, cuja obra bem definiu o film noir. Cliquem no link de textos completos sobre o gênero de mulheres fatais, com vozes sedutoras, homens sórdidos, crimes cúpidos e música em geral de
Miklos Rosza.

O artigo sobre o Chandler era alegrinho mas solta informação que desconhecia sobre o cético morador desta cidade dos anjos. Vale a pena. Clique aqui.

Fora isso, dois disso. Reclamaram que meu blog tinha que ter mais ilustrações. Poizé, maizé.

Em breve estarei equipada com programa de reconhecimento de voz para inglês e outro para português. São várias as coisas necessárias para a adaptação a esta misteriosa enfermidade. Será que mordi a língua e me envenenei? Quando o médico neurologista voltar das férias farei mais exames.

Meu humor? A gente faz o que phode. É chato saber que não posso ir ao cinema, aliás, nem dar uma volta ao redor da casa. Em NYC reveillon é coisa séria, na cidade dos isolados é mais um dia. Nós nos divertiremos com mais um filme do Leo DiCaprio, amor de Mommy, morrendo ao final. Ontem foi o "Blood Diamond." Ela reclamaria da barbicha dele e da "palpiteira" jornalista, Jennifer Connoly.

E vai ser melhor, pior só vendo para crer. Conheci pessoas novas na blogosfera, pois seus escriitos revelam seus seres. Quero destacar o crescimento poético da _Maga, do Metamorfose Pensante, especialmente nos poemas pessoais. Vou ficar na torcida de mais um link do Universo Anárquico entrar na lista do :mestre: e não se fala mais nisso. Clayton, você está listado duas vezes no  technorati, Cluster está sem link nenhum e o brotinho de "O Buraco é Mais Embaixo" também. Nunca entro no technorati. Saquei que sem pedir link os dois URLs deste blog, https://attu.typepad.com/ e https://attu.typepad.com/universo_anarquico/ somam mais de 110 links. Gostaria que as pessoas que me deram link aparecessem. Agradeço a preferência.

Pedi link duas vezes desde que blogo. Uma vez foi para um cara que mora no norte. A outra foi para um blog de curtíssimas. Aí aprendi a lição que a gente ganha link de quem gosta da gente e de nossos escritos. Estes têm valor.

Neste tom mais positivo fecho a redação por hoje, ainda sem Vista e Via Voice. Será que amanhã eu volto?Zefacat

links for 2007-12-30, por Nicolas Rouquette

29-12-2007

links for 2007-12-29, por Nicolas Rouquette

27-12-2007

links for 2007-12-27, por Nicolas Rouquette

26-12-2007

Como é o Natal Gringo tr00? A pedidos, por Nicolas Rouquette

Nas classes média ou média baixa o importante é comer e comer pratos cujas receitas são passadas de geração a geração, como se fossem a ambrósia dos deuses do Olimpo. Geralmente é o sistema odioso de "potluck" - cada um traz alguma coisa. Nós não somos da família criada aqui, sempre trouxemos os pratos de papel, copos de plástico e talheres de plástico.

O termo proletário, que quer dizer alguém cuja riqueza é a filharada, espelha a realidade de um dos meus primos. Dois seguidos logo que se casou, mais dois quando o casamento tava ficando chato. Ele tem um total de cinco netos e menos de cinquenta anos de idade.  Seu irmão se casou com uma mulher que veio equipada com duas filhas e a irmã, minha prima que faleceu ano passado, teve três filhas. O sistema é de comer em pé ou sentado, ligada a TV na Fox, claro, mesmo que minha tia seja Democrata.

Neste potluck há a lasagna da mulher do proleta, da qual minha tia reclama todos os anos -- é mal montada, as camadas caem, a linguiça é inferior. Em suma: elas não se dão muito bem. Meu primo proleta oferece a casa.

Há sempre a famosa gelatina (para os mexicanos é feita com leite em formas com formato de peixe, pencas de uvas...) Ninguém poderia acreitar que algo tão simples como uma gelatina desse campo para discussão culinária. Realmente, dá. Minha tia tem uma receita de gelatina com camada de morangos(congelados) e camada de sour cream (como creme de leite) e pedaços de abacaxi de compota dentro da gelatina.

Não deveria ser difícil para a mulher do meu primo fazê-la mas é. Tirando a lasagna e uma salada de frutas com pedacinhos de marshmallow, sua contribuição é atazanar  o resto da família e berrar a plenos pulmões, despeito o cigarro permanentemente colado aos seus lábios, o nome dos filhos menores e netos. A mulher do meu primo é dessas louras de olhos verdes, descendente de italianos e alemães, que era namorada de motoqueiro antes de fisgar o meu primo.

Minha tia trazia de Palm Springs o assado de carneiro, tradição grega, um presunto, um peru assado e todos os demais acompanhamentos. Decerto era um pot-luck de quase que uma pessoa só. Minha prima, que morreu ano passado de complicações de diabetes, ficou pobre, mas trazia seu apetite e humor bonachão, e as três filhas.

Nós trazíamos as bebidas também, fácil mas carinho se na última hora.

Então há carnes, já fatiadas e o resto escondido dos convivas, crianças correndo em uma casa de dois quartos, a Fox ligada, a mulher do meu primo gritando ameaças e há algum silêncio na hora da comilança.  É a hora da hipocrisia. "Ah, esta lasagna está ótima. Que você fez diferente do ano passado?"  "Umm, adoraria ter essa receita de salada de frutas."  "A gelatina saiu meio mole este ano."  "Nãoooooo! Está perfeita!!!"
"Ninguém vai comer as batatas doces com marshmallows e melado?"(candied yams) "Eu já provei, estão deliciosas." São as batatas alaranjadas de Santa Catarina, j. noronha. Mas estado nenhum do país tem mulheres tão bonitas como as gaúchas, será?
E as pessoas comem em pratos de papel reforçados para que possam suster a montanha de comida no prato. Rejeitada sempre é a salada tradicional. Bebemos pouco, fora o azucrinar constante da mulher do meu primo e o alvoroço de todos seus filhos e netos portadores de déficit de atenção,  tudo é paz  nas panças cheias morgando  em frente da televisão.

Gabriela, tentei deixar um comentário sobre o seu pedido de mais tempo.  Todos gostariam de ter mais tempo.  O importante é  o uso feito dele, pois Cronos foi um deus cruel. Lembre-se do seu pedido e não procrastine; isso é desperdício de tempo.

Satisfeitas as curiosidades dos meus dois comentaristas de hoje, a casa penhorada, sentido strictu, agradece. w1zard, bom reveillon aí na terra mais gelada que conheci. Não se esqueçam do melhor post de Natal, sobre a amizade ser e não estar de Augusto Yoh, aí dos pampas, também.

links for 2007-12-26, por Nicolas Rouquette

25-12-2007

Natal Branco? Em branco, quase, por Nicolas Rouquette

Moziel, não tem neve onde moro. No máximo geada. Natal branco só se for pó. Pó estou fora. Tenho raiva desta droga por ter destruído a vida de muitos amigos, fissurados em volta de um espelho, aspirando o último grão do pozinho. Depois, a perda de interesse no emprego,a marginalidade, a morte prematura.

Tivemos uma estréia mundial e exclusiva de um projeto de um amigo e sua companheira. O documentário é muito bom, sobre uma figuraça que constrói dinossauros e foguetes com sucata. Não sei de detalhes sobre distribuição mas darei um toque pra vocês quando rolar.

NInguém se empanturrou à la Gringolândia porque Nicolas impõe um regime francês à mesa. Pratos e garfos e facas de verdade, copos de vidro, nada de comer em pé.  Aqui em casa é fresco assim, para as normas do país.

Apesar da piora visível do meu estado neurológico, tivemos uma ceia em paz. Cortes de frios, salada de batata com curry, molho de cranberry( em português  é "aranda".)  Outras saladas e puré de batata doce americana, que é alaranjada.

Assistimos em família a um filme com o Clint Eastwood e o Lee Van Cleef,com o Gian Maria Volontè fazendo papel de super-bandido. É do que chamam de trilogia do "Mau,o Bom e o Feio" mas a história é diferente. Acho que se chama "Por um Punhado de Dólares a Mais." A direção é do Sergio Leone e a música do Enio Morricone.

Ganhei dois livros sobre o Botafogo de presente da minha amiga secreta do Natal do blog Síndrome de Estocolmo. Todo mundo deve conhecer o blog da Denise Arcoverde. Acho um barato a gente se conhecer assim e foi assim que Flávia e eu iniciamos uma amizade de longa-distância.

Gabi e eu continuamos a ver TV -- uma gravação do Saturday Night Live  com Alec Baldwin. Nicolas continuou a trabalhar na computação da organização da casa e todos fomos dormir felizes, quentinhos, cada qual em seu lugar.

Foi uma noite de paz, Moziel. E hoje comecei uma reforma no meu velho universo anárquico.blogspot.com para facilitar a minha vida e a dos meus links blogspot.com. Não terminei ainda e há blogs que são especiais para mim, como o blog do Guto, por exemplo, com um post sobre a amizade verdadeira e confiança. Gosto muito de como ele escreve e o que escreveu caiu bem hoje.

Não se pode ser infeliz em um lar onde há respeito pelos indivíduos presentes e animais, em uma casa confortável, que com muito esforço podemos pagar. Saúde ruim, há que encarar com resignação e fé. Blogar é minha atividade intelectual em que me comunico com o mundo. Recebi muitos e-mails e seguirei postando.

O artista que solda ferragens citado no começo deste post disse que mais é melhor(more is more) e que fica pau quando lhe dizem para não levar tão a sério seu trabalho.  Ele disse que fica chateado com esses comentários. Ele faz com afinco a sua arte porque dela gosta. Quando a gente faz as coisas por gosto, não tem "não leve a sério." Não leve a sério é para medíocres.

Em breve teremos um variante do Universo Anárquico para a galera do Blogger, centrado em artes diversas. Preciso do apoio da galera para o projeto  levantar vôo. Quero dar atenção a links de blogs paraque todos se conheçam. É mais ou menos isso (bom nome de blog.)

Obrigada a todos que me incentivam a voltar. Boas festas. O sol se põe e vou me já (oops!) Cacófato. Até mais!Botafogo_yey Confiram  os links amanhã, com as 100 mais músicas indie. Até! Meshmo.


links for 2007-12-25, por Nicolas Rouquette

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