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outubro 2007

31-10-2007

Menino brinca com fogo; passa o teste da farinha, por Nicolas Rouquette

A fonte da notícia é o https://www.latimes.com
Um jovem púbere, dados pessoais retidos, estava brincando com fósforos e uns dois dias depois o fogo foi parar em duas comunidades ao sul da brincadeira que deu o maior estrago.
Imagino que no Brasil teria sido revelado tudo sobre o rapaz. Fizeram assim com um rapaz molestado por padre em uma cidadezinha do interior; deram as iniciais dele e nome da mãe. Quem deu esta notícia foi o Marcus Nunes.
No caso do púbere,  ele foi entregue aos pais.  Tinha imaginado que uma displicência dessas teria dado em Juvenile Hall, um pouco melhor que a FEBEM. Aí ele podia dizer adeus às pregas e ao serviço militar se fosse Brasil.  Que é o teste da farinha?  Ah, eu deveria ter sido blogueira antes para saber criar casca grossa. Um blogueiro me ajudou com a dica -- está no disco "Ópera do Malandro" em uma canção do Chico Buarque com o Moreira da Silva, "Meus doze anos." Obrigada .g. Parquinho de diversão: Blogueiros do Orkut.com
Parece que o teste da farinha voltou no Brasil. Aqui a regra é ninguém pergunta, ninguém declara preferência sexual.
Teste da farinha, clique aqui. Leia a partir da oitava maiúscula à margem esquerda. A Internet anda pudica esses dias.  Ou talvez seja boato. 80% da Net é cascata.
A notícia com os nomes dos autores está aqui. Click!
E minha Grande Abóbora vai aqui, imaginem se fossem nabos!Grande_abobora É de verdade, esculpida pelo Gabriel, que faz 16 anos hoje. A história de nabos foi cortesia do Marmota, era a tradição antes da América.

Bom Halloween para vocês!

30-10-2007

Tilte -- É a Lady Eve, por Nicolas Rouquette

Nada como um velho filme escrito com excelentes diálogos para a gente curtir e sorver cada sílaba disparada pelos atores e curtir.  Lembrei-me de um juiz em Sete Lagoas que julgou contra uma lei, Maria da Penha, federal, que protege os direitos da mulher. O desacatante proferiu em sua sentença a culpa de todos os males no mundo -- não riam; o pecado original-- Eva.  Proferiu sua sentença sério como se falasse de fato jurídico lavrado em livro da constituição brasileira.
Por isso, li a respeito na SdeE da Denise Arcoverde, onde encontrei a Flávia Nogueira, minha amiga das festividades de fim de ano do blog da Dê, alugamos mais uma vez a película "The Lady Eve."   (roteiro de ensaio, clique). É um filme singular, com a Barbara Stanwick e Henry Fonda em comédia pastelão durante a segunda guerra, em navio e trem. Os meios de transporte servem de décor e de marcadores do ritmo do filme.
Ela é uma bandidaça, linda de morrer, com cada vestido mais fantástico que o outro, desenhados todos pela Edit Head. Junto com seu "pai" e um amigo aprontam miséria nas mesas de carteados nos navios da rota Amazônia até NYC.
A Barbara Stanwick foi corista; suas pernocas são ma-ra-vi-lho-sas; longilíneas, a mulher errada com todas as curvas nos lugares certos em seu corpo jovem.(alguém já disse isso antes.) Henry Fonda faz o pateta milionário, que cai na esparrela da mulher não só uma vez mas duas e se o filme fosse mais longo, três.  Todo o elenco decora suas falas, rapidinho despacham o que têm a dizer. Palavrão nem pensar. A criatividade do diretor e autor do roteiro, Preston Sturges, deixa insinuações no ar a 100 km por hora, mais trocadilhos e toda sorte de brincadeiras linguísitcas.

Eve seduz e sofre. Os caloteiros nem sofrem nem seduzem, apenas roubam com certo charme. Quem é que é a origem da culpa?  Diga rapidinho, meu pai, Eva e Adão. Ha! Não te peguei, hein?

É ridículo que um juiz desacate a autoridade da república assim como é ridículo achar que o sexo frágil seja o motor da perdição desde o jardim do paraíso. Tudo que o feminismo fez foi acrescentar mais trabalho ao papel da mulher.  Deus, sabiamente, mandou que pagasse por seu erro (levar o porco inteiro )  com sangue  ... em  suaves prestações mensais.

Deu tilte no meu post anterior, totalmente  arruinado,  minha saúde vai indo, daqui a pouco  vou dormir.  Não sem antes deixar com vocês umas amostras da grande atriz que ganhou Oscar honorário, foi o salário mais alto de Hollywood, extremamente profissional e cruel. Henry Fonda também concorreu a Oscar© até ganhar e ficar em casa, em filme feito para ele, chatinho, "On Golden Pond."  Recomendo filmes antigos para treinar o ouvido. Pára e pousa o filme e volta até pegar mas não fissurado demais. Há que saber treinar sua aula de compreensão auditiva, ao lado de alguém paciente como a Yuna, professora de inglês, de folga hoje, a ser encontrada neste blog, de bob.  Vou fazer catálogo bonitinho. E mais um montão de coisas.

Finalmente, minha recomendação de post do dia.  É o post do Alexandre Inagaki sobre o Roberto Carlos. E um abraço apertadinho para Luciana e Patrícia do Cintaliga.

Ensanduíchados afinal, Amén, por Nicolas Rouquette

Estarei aqui diariamente, quase, com a chatice de sempre de um Botafoguense doido para hospedar a Copa do Mundo da FIFA. Ah-ha! Já sei. A alegria doce e única, irreversível, é saber que nem espelhinho de índio brasileiro compra mais, talvez por atavismo. Enquanto o Botafogo de Futebol e Regatas patrocinará a Copa no Rio, só rindo, vocês verão bilhetes a duzentos dólares ou mais, vi em Pasadena na semi-final do Brasil e Suécia. Os ricaços da FIFA verão o merchandising paralelo a todo vapor, imbatível, brasileiro, jeitinho ou système J (ji), judeu, mouro, visigodo, gálico, galego ou o quê seja, a transubstanciação católica que a todos lavou desde a Santa Inquisição até o todo sempre, amém. Ficaram os anéis e os dedos. Duh-uh!

Direto do Google Bar, através do meu MacBookPro demodé, Tina Oiticica Harris, cujo post não teria sido possível sem leitura prévia do Marmota e do
Marcus Nunes.

A geração sanduíche Parte 2, por Nicolas Rouquette

Cinerama082707 Somos a geração sanduíche, portanto, de ex-magras, implacavelmente zoadas, de homens distintos mas carecas, somos cheios de mazelas que não merecem nada mais que um revirar de olhos (de novo? Lá vem.) Somos os velhos, não os velhinhos.

O esquema funciona assim: nossos pais na casa dos oitenta, nós na casa dos cinqüenta e tal e os filhos com quase trinta alguns, outros ainda adolescentes. O conflito, que não é o do Fagner, Petrúcio Maia e Climério de 1976, grande sucesso do cearense acompanhado do pernambucano Robertinho de Recife pré-água oxigenada, este conflito vai assim, o nosso e o do Fagner, com 55 anos, nas minhas contas. Uma revelação.

Nós ainda damos para quebrar uns galhos. Logo, que se danem nossos ais. Nós ainda temos mesmo que ilusória, a paixão pela vida que nos resta.  Queríamos talvez aquele corpinho de ninfeta anos 60, Lolitas que muitas fomos. Diz o sábio Dr. NFR que o maior e melhor órgão sexual do corpo humano é o cérebro. Não é formado em biologia mas francês por natureza entende de filosofia.

Meus amigos da jornada deste bloguinho que só ontem descobriu a reforma Google - a barra Google - duh! - que melhorou consideravelmente a visibilidade do Universo Anárquico, meus amigos invisíveis, usuários ambi-sinistros(ou ambi-canhotos) da velhinha www 2.0, não temam.

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A geração sanduíche, por Nicolas Rouquette

A geração sanduíche somos nós na meia idade, ainda não tão velhos assim, conhecidos como "baby boomers" aqui nos EUA, nascidos entre 1945 e 1964. Sou eu, sou eu! Que nem o velhinho (outra geração) que levanta a mão radiante quando indagado sobre quem vai trepar naquele dado dia do encontro de sexologia, mas isso é outro assunto. Diz o sociólogo Sergovksi Novastrovski de UCSD que o Brasil teve um mini-boom populacional depois deste manjadíssimo do após-guerra.  Não discuto sociologia nem antropologia, do último tópico fico com o antropo sem lógica ou saber.

De velhinhos há piedade, peninha, auto-peninha, exceto os trogloditas que não receberam educação=bons modos. Infelizmente são muitos os herdeiros da filosofia "Sem Destino" da minha geração.  Filhos tardios, como o GHR, ou netinhos cheinhos de vontades. Fora os filhos adultos, criados a la volonté, desde os Ataris aos benefícios de ajuda $$$ que os pais da minha geração, a mais abastada e educada formalmente dos EUA, pode dar.

Nem velhinhos têm pena dos velhotes de meia-idade. "Dou meus cem pulinhos todas as manhãs." "Sua mãe não se embagulhou assim, olha que barriga." É a doença implacável dos que chegam perto da hora, independente de religião. Falou um amigo que não há religião que segura a barra na hora agá. Olhem que ainda estou na hora F. OMommyu G. Excelentes acordes para guitarra. Não acham?  Olhem a pose da minha mãe, uma mulher dada a flertes, seca ao toque, ao ponto de fazer crer que nasci da Imaculada Conceição. Jo em 2001.  Com eternos 20 anos.  E você?



 

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links for 2007-10-30, por Nicolas Rouquette

28-10-2007

Uma piada provençal, por Nicolas Rouquette

Se há um lance total razão é o complexo de Édipo. Não tem erro; é na batata.

Um dia M. Pierre Vincent resoveu premiar seu efebo de notas perfeitas na escola, um primor de jovem de dezesseis anos. Adiantado academicamente, pronto para entrar no bac, uma espécie de vestibular francês. Chamou-o no canto da sala, depois de um lauto almoço, para uma conversa "de pai para filho."

--Meu filho, essas espinhas na cara, esse tom pálido, você tem experiência no que interessa para o seguimento da vida?

-- Não, meu pai. Os estudos me ocupam demais.( e os video games, também.)

--Oh, c'est impossible. Escute, no prédio da tua avó, no quarto andar, vive a Margaux. Vai lá com essa nota de cem euros para fazer barba, cabelo e bigode, se me entendes.

--Oui, papa. -- E correu para o prédio, chegou ofegante, sua avó o interceptou.

--Que fazes aqui, petit Jean-Luc?--

Jean-Luc explicou sua tarefa, seus lindos olhos azuis brilhando de empolgação. A avó se indignou.

--Gastar cem euros com uma pute. Vem aqui com a vovó, que ela te ensina tudo que aprendeu no Bois de Boulogne.

Entraram. Depois de um tempão, Jean-Luc saiu satisfeito, sorrindo, com  a nota de cem euros na mão.

--Mas não fostes lá? O pai se preocupava.

--Fui sim.

--E então?

-- Fui com a vó, que foi de graça!

--Seu safado! Comendo minha mãe! E juntou às exclamações um belo puxão de orelhas.

Impertinente, já homenzinho, Jean-Luc retrucou:
-- É, papa, você come a minha todos os dias.

Sem feminismos, que não sou disso, dedico esta anedota ao Marmota, "Que nos gobiernen las putas. Sus hijos no sirven."

Só amanhã. É festa de aniversário do meu filho. Direto do MacBookPro, em Santa Monica, 28 de outbro de 2007, Tina Oiticica Harris

links for 2007-10-28, por Nicolas Rouquette

27-10-2007

Foi tosar lã e saiu tosqueado, por Nicolas Rouquette

Tosquiado "Meu filho, meu tesouro" era um livro indispensável para pais e mães nos idos dos anos 50-60.  Voltei, conforme o prometido por dois motivos. 

O primeiro é a tosa que GHR levou para se preparar para a reunião com o Distrito Escolar. Também eu cortei o cabelo. Estava chapinha mas agora está somente mais modelado e de volta ao negro. Robert arrumou uma trança? Gabi usa óculos agora.

Diz um ditado, que não é do "We Are the World", que a única maneira de parar de dar é continuar dando.  Conservando o que posso das minhas pregas, gostaria de compartir com vocês as fotos recentíssimas das duas pessoas mais significativas da minha vida: meu marido, Nicolas F. Rouquette,Ph.D. co-autor de Remote Agent, do Deep Space One;  podem ver na busca do Google. A outra é pedaço de mim(Tô aqui! tô aqui!) meu filho único Gabriel Francis, com o pai, meu amor único, pois se acabou não era amor. Quanto a mim, vocês me conhecem com vários nomes, de tribufu a velha etc. e tal.Tosquiados A camiseta do Gabi é da butique DiLithium, o desenho é do Escher. Meu marido é do sul da França. Está com aquela cara de orgulho besta depois de descobrir que Gabi se deu bem nas provas.

Qual é o segundo ponto na agenda?

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Saíram para tosquiar, saíram tosquiados, por Nicolas Rouquette

Hoje amanheci feliz. Ontem foi um dia complicadíssimo, com vários assuntos para resolver. Reunião sobre os cuidados da minha mãe. Depois, a reunião na escola pela qual esperei quase três anos. Aconteceu que minha intoxicação medicamentosa parece ter cedido. Exceto a teclagem, que não tem jeito, senti-me forte para  andar quase sozinha.
O ar nos deixou com uma tossezinha, leve asma. Finalmente
fiquei com pena do povo migrante daqui, só espero que não construam suas habitações em linhas de fogo florestal. De certa forma é um alívio saber que nosso barraco é longe o suficiente do mar em caso de tsunami. A manchete ecônomica é a recessão no mercado da casa própria. El presidente veio e foi e ninguém viu.
Há um ditado americano que diz que não há sentimento melhor que NÃO ser pego com as calças arreadas.  Estávamos preparadíssimos. Que acham que aconteceu?Ghrg5

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