Educação

30-06-2008

Preposições e vulgaridades em inglês

Vamos dar uma sacada bem simples nas preposições in, at, on.


A preposição in é para uso de in(side) ou seja, período : in five hours, in a week, humor in your face ( na tua cara, tipo atirada na tua cara)

A preposição at é de uso para pontos no tempo e espaço. Pontos, mesmo. At five, at the corner, at Xmas, são todas expressões de tempo e espaço de um ponto determinado.

Ou seja, on é uma preposição de uso para superfície. On the table (oh, noes!) on the waterfront, mas life IN the fast lane, a pista mais rápida da autopista.  Esta perguntei logo que cheguei aqui e o disco dos Eagles não parava de rodar nas rádios de rock da Grande Los Angeles. Minha coordenadora no American Language Institute me explicou que era in the fast lane no sentido de alguém estar "dentro" da corrida da pista rápida. A letra dá pra sacar isso.

Finalmente, conscientes do uso das preposições, vocês podem usar corretamente o verbo com have e particípio passado. O have+particípio passado é o present perfect e indica principalmente período de tempo sem ponto final. I have been an idiot. (I still am an idiot) v. I was an idiot.(Finally I saw the light.)

Estava ontem mesmo nos malvados do Dahmer explicando o uso de
what the fuck e o que seria possível argumentar de what a fuck. What the fuck is going on? ou seja, the fuck é uma maneira de dar ênfase à pergunta. No passado dizíamos "what the heck is going on?" pois "hell" é ofensivo a várias pessoas. A expressão "what a a fuck", bem, pensei no W.J. Clinton, pensei no derivado, "What a fuck-up" que é que desastre, que confusão, que abilolado.  Mas fuck é usado como verbo+preposição de tantas maneiras que fica pra próxima. Este link acima é um dos mais famosos usos de fuck somebody up.

E me lembrei da minha amiga do Morro do Açúcar que sempre disse que estrangeiros que praguejam em inglês dão má impressão.

Até a próxima com recomendações de blogs celebrando a vitória da Jules Rimet de 1958, Hedonismos e Marmota.

28-06-2008

Pontos para melhorar seu inglês escrito

Sem dúvida, o inglês USA é o inglês prevalente mesmo que as melhores gramáticas sejam da Oxford Press. Há uma muito boa do Michael Swan, Practical English Usage, que ensina detalhes da língua através de pontos. Existe até uma listinha das palavras ofensivas, com categoria de uma estrela a cinco, uso UK e USA.

Hoje vamos falar de pontos simples para melhorar seu inglês escrito. Muito se fala no Brasil sobre "gerundismo". Aqui temos a forma  -ing que faz parte do aspecto progressivo de um verbo, ou seja, a ação está em progresso, como "I was watching her doing it."  A tradução para o português vai abandonar o aspecto progressivo e dizer simplesmente: "Estava de olho nela (enquanto) o fazia."

Clintonshome_dc Gerúndio, que eu saiba é uma forma elegante de usar o verbo, com cuidado para não deturpar o sentido. A forma -ing precede uma oração e se refere ao sujeito (aquele que faz alguma coisa) na oração seguinte. Exemplo:

Standing there, she was the image of an improved Scarlett.

A pessoa a quem o standing there se refere é a mocinha mais gata que a Scarlett, e é o sujeito da oração "she was the image".

Esta construção, simples e refinada, substitui o tosco "She was standing there and she was the image of an improved Scarlett." Qual é o problema?

O problema é de tomar cuidado para que o sujeito realmente seja a referência  do gerúndio.  Quando não, a frase termina sendo hilária, com sentidos absurdos.

A isto nos referimos em inglês como "dangling constructions." E se é verdade que tudo depende do angle of the dangle, como disse o W.J. Clinton, uma construção pendente é vacilona. Exemplo:

Standing there, the velvet couch offered her a great alternative for  having sex.

O sujeito de "standing there" é o objeto do "velvet couch." Logo, nesta frase quem está de pé é o sofá de veludo. A tradução da frase com o pendente seria:

De pé (lá), o sofá de veludo lhe oferecia uma alternativa legal para transar.

Só que sofá de pé, a noventa graus, é ridículo, não acham?  O Bill só faz é rir. Tá certão, meu. Fuckin' A right, ou super certo.

Image:Bill Clinton.jpg
 

19-06-2008

Este YouTube vai para SMMUSD

Sei que tenho fama de ser treteira. Somente luto por meus ideais e não fujo da raia.  Ainda sou ingênua por ter muito pouco tempo de ser blogueira. Comecei meu blog no final de 2005, no mundo do blog juvenil.

Este é um www.youtubi. com.br (sic) dos Violent Femmes, dos anos 80. Gosto muito deles. A superintendente, que vai embora me mandou um mailer sobre o distrito escolar de excelência, o Santa Monica-Maibu U.S.D. A respostinha já foi pra lá. Vou escolher outro sucesso deles. são os Violent Femmes, em homenagem também à regularização do casamento dos gays e lésbicas, eles estão no Anarchic_Universe®.

06-06-2008

Ajuste da hidrocefalia - viva o progresso!

O principinho dorme. Estamos "vendo" a Julia Roberts no Dave enquanto meu marido trabalha e eu "trabalho" neste blog. O que sei é que havia filmes com Samuel L. Jackson de montes -- será coincidência? Um deles foi o "Negotiator" filmado em ... Chicago. O outro foi "Snakes" mas aí o filme era tão ruim que voltamos para a copa-cozinha para ver o Dave. Julia Roberts continua linda. E o Dave (Letterman) bobão. Mas ele pertence ao clube do "What Me Worry?" do Alfred E. Newman da MAD magazine e eu também. Dentes separados.

Obrigada ao Guto por suas visitas e comentários. Seu URL mudou para http://naosounormal.com/

Vamos ao que interessa. Fomos ao neurocirurgião para correção da cirurgia da hidrocefalia de pressão normal, ou NPH, como me refiro a ela. Ficamos no consultório da UCLA de 10 até as 3 da tarde. Meu nível de pressão do líquido estava alto. Vejam como é avançada a tecnologia. Tenho um ímã na válvula em uma parte do tubo que drena o líquido e é este ímã responde ao controle que o cirurgião manipula e assim é que ele corrige o nível do líquido dentro do meu cérebro.

O problema é que a maquininha que o cirurgião usa é dos anos oitenta com uma engenharia que poderia ter sido melhor. Ela deveria ter uma maneira de ouvir o ímã dentro do meu cérebro e medir corrretamente o nível do líquido dentro do meu cérebro. O ajuste da válvula é feito abrindo-a totalmente e depois fechando-a. É mais difícil conter líquidos ao fechar que abrindo uma torneira, por exemplo. Passei o dia inteiro lá e fiquei com um ajuste final e irreversível de 130 em vez de 170. O perigo é de ter um aneurisma (boa  música do  Nirvana) pela redução  brusca e demasiada do líquido.  Preferi tomar o risco que ter que voltar para ajustar o nível  com  sei-lá-o-quê.
Já me sinto melhor. Incrível. Hoje vi tantos pacientes do Big Kahuna, o Dr. Bergsneider, da hidrocefalia, todo mundo ferrado, a maioria homens velhos. O Craig já começou e me desculpem mas quero ver TV. Como vicia esta droga de TV. Se não é TV é YouTube, se não é alguma outra coisa. E tem mais projeto de escola, agora um PowerPoint e um modelo de tecnologia dos anos 60 em 3-D. Ao menos a gente está mais informado pois a guerra para entrada na facul começou. Craig fala sobre os anos 70 e não posso perder essa. Perdoem-me a auto-indulgência. Amanhã, hoje, logo mais. Abaixo uma foto do projeto, espero que não decepcione.  Todas as imagens  cortesia de Image Google e ampliações de fotocópias. Uma do Slim Pickens montado na bomba, do filme Dr. Strangelove, outra de Hiroshima pós-bomba, duas de marchas contra a prolifereção nuclear, duas do Martin Luther King, Jr. Uma do Einstein, ampliada de um ímã de geladeira. Muitos sinais da paz pra preencher os brancos. Dentro do foguete, o esquema de funcionamento da bomba. O fundo é a explosão em Nagasaki. E aqui está.
Da_bomb


16-05-2008

Tag questions- pérolas de gramática 1

A estrutura de uma tag question é aparentemente simples.

É uma frase afirmativa, seguida de tag negativo. Ou uma frase negativa, seguida de tag afirmativo. O tag leva o sinal de pergunta.

Então a estrutura é "You didn't go to the movies last night, did you?" A entonação sobe no final da frase. O problema surge na frase, "Do you know X, right? Esta frase leva um * , que quer dizer  -  gramaticalmene inaceitável por um falante de inglês.

A frase correta seria,

You know  I'm moving to Ohio, don't you?

ou

You know ......, right? ( subentenda-se "isn't that right?")

Vamos praticar? Cliquem aqui. Later, alligator!
De quebra, cliquem na musiquinha. Coloquem as frases interrogativas  em formato tag question. Correio para tinovska@mac.com.

13-05-2008

Lei Áurea 13 de maio de 1888

A Lei Áurea foi assinada pela Princesa  Isabel quando não houve mais jeito. Esclarecendo, o "Bill Aberdeen" não era uma pessoa mas sim um golpe a mais na aristocracia brasileira para que liberasse os escravos. Cliquem no link para ler a "distensão gradual, porém segura" no processo de abolição da escravatura no Brasil. Os ingleses, amigos mais antigos de Portugal, queriam negros para seu próprio uso. Proibiram o tráfego de negros ao Brasil em meados do século XIX. A Princesa Isabel encostou, assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1988.
Em 15 de novembro de 1889, o General Deodoro da Fonseca proclamou a república. Acho covardia ter mandado o Imperador Pedro II, gente fina, nascido no Brasil, para o exílio.

Seguindo o Deodoro veio o Floriano Peixoto. Mais a frisar sobre os marechais alagoanos que abriram a Primeira República? Os negros ficaram literalmente a ver navios. Sem meios de vida, muitos viveram agregados. Os marechais governaram com pulso forte. Há só mais um lance que gostaria de frisar, que também veio de Alagoas, este estadinho tipo O som e a fúria, do William Faulkner. É o Quilombo de Palmares, uma revolta de escravos comandada por Zumbi, cuja organização de cem anos foi destruída através da força.

Na Bahia houve uma revolta de escravos muçulmanos, malês. Dra. Vera Malaguti Batista escreveu um livro traçando o paralelo entre a revolta dos malês e o medo urbano da sociedade em relação aos negros desprovidos de recursos.

Vamos pensar onde estamos no Brasil face à Lei Áurea. Aqui nos EUA, 80% dos brasileiros são negros. É a lei de "uma gota" descrita no conto do Bebê de Desirée. Confiram no meu paizinho Google, novembro de 2006, Universo Anárquico®.
Nessas horas gostaria de encontrar o samba enredo que Sérgio Porto escreveu.
Vamos lá: o samba de Stanislaw Ponte Preta.

29-02-2008

Avisos ecléticos ou herméticos: Parte 2 Sexo

http://attu.typepad.com/anarchic_universe/images/2007/08/19/tinapdagvea.jpeg


•Para quem anda buscando o que o Javier Bardem falou em espanhol para a mamacita, vá ao U.A. Tina Oiticica Harris.

• Há um aviso em página do Google de buscas Universo Anárquico®. Não abra nenhuma página que não tenha o sinal de marca registrada que prova que o link vem do seu único Universo Anárquico®.

• Nunca se abaixe para pegar sabão do chão. Essa é velha mas não custa previnir.

• Mulheres, vocês não precisam de sexo anal. Isso é coisa para cachorros, não para nós bitches. Como evitar? Simples. Ponha pimenta no seu rabo. Ele nunca mais vai tentar. Funciona que é uma beleza.

• Sexo oral com suquinho da vida. Yikes! Isso é tão brega, simples de evitar. Agarre seu delineador e faça umas marquinhas na boca.  "É herpes tríplice, bem. Se você quiser, eu faço."

• Aquela sujeirinha que fica entre o prepúcio e a glande em si, porque estes suínos não puxam a pele para lavar a flegma-shmegma, é causadora de câncer de colo. Já fiocu pra lá de provado pelas cientistas suecas. Cada lourão...

Não se esqueçam dos nossos links del.icio.us, cada vez mais deliciosos, e da primeira parate deste post com a estudante da FAU-UFRJ mais gostosa sem dietas, bulimia ou anorexia. 1977, e daí?  Passar bem e até amanhã. Se Deus quiser.


25-02-2008

Ensino de inglês: como ouvir e entender melhor

Quando ensinava no IBEU, há muitas décadas atrás, recebi uma recomendação em avaliação de aula muito especial. Foi quando o IBEU resolveu ser mais sério e colocar um diretor de educação Ph.D. direto daqui, Dr. Bob Maple, odiado por muitos amado por poucos, temido por quase todos.
Naquela época eu fumava em sala de aula, usava mochila e o aparelho da Sony pre-iPod, o Walkman® mais meus Adidas azul-real com listas abóbora-emergência. Era uma figuraça.
Um dia o Dr. Maple foi me visitar. Eu dava aula do que me desse na veneta naqueles tempos. Resolvi ensinar compreensão de inglês oral(audição).

Esta é uma área de difícil ensino pois muitos alunos têm resistência ao fato de não entenderem inglês falado. Alguns dizem que não entendem americanos porque juntam tudo. Outros dizem que o inglês do Reino Unido, que varia a cada quarteirão, quase, é de fácil compreensão. O fato é que inglês é uma língua que aglutina as palavras e encontrei um guia excelente, free share, graças ao meu ex-professor e caro amigo Dr.Stephen Krashen.

Este é o link. Cliquem, experimentem e digam-me se os programas lhes foram úteis. Sem pressa. Nas minhas aulas usava gravador portátil, aquele do tamanho de um caderno, e mantinha paciência de voltar a fita do cassete. Ensinava as junções das palavras até o "Ahhh!" dos alunos.

De quebra confiram o que Tina Fey teve a dizer neste sábado passsado sobre a campanha do partido democrata. Foi um barato. YouTube já tirou do ar mas encontrei um vídeo em um blog. Passarei a transcrição para vocês depois, de tarde, espero. Cliquem no link abaixo. Está na hora de aprender a fazer tiny url. Pois é.


19-12-2007

Fenômenos linguísitcos

Há certas pessoas incultas que dizem não compreender meu português. Então, vou ver se acesso o nível de português delas. É claro que o intuito deste vídeo é chamar a atenção para os preconceitos linguísticos existentes no Brasil. Não conhecia este video, mas minha irmã mandou-me o link de debaixo das cobertas do outro quarto.

04-11-2007

Anisio Medeiros - Nos Idos da FAU-UFRJ- série#1

Fui ao Rio resolver assuntos de família. Era dia de São Jorge, 2003.  Revi uma pessoa da FAU-UFRJ, que me deu a notícia da morte recente do Anísio Medeiros. Ele era mais que figura; era figuraça. Fui sua aluna em 1973, Desenho Artístico I (lápis, geometria) e Desenho Artístico II (cor: aquarela, pastel, cera pastel.) Anísio era amado ou odiado; nunca ouvi meio-termo. Sarcástico, ferino, sovina nos  sorvidos elogios infrequentes aos nossos trabalhos, mordaz na crítica ao movimento estudantil, também foi o primeiro que não quis me chamar de Oiticica, sina dos que têm o sobrenome ilustre das Alagoas :P)). Chamava-me de Tina Harris e mais: converteu-me em uma espécie de musa do desenho artístico a lápis. (Já que era fraquinha no preto e branco.) Virei modelo.

--Não podemos começar a aula sem Tina Harris. -- Batia o pé e pronto.

Nos meus dias pré-professora USA, sempre atrasada então, com roupas escalafobéticas, tipo filmes de Tim Burton, posava e batíamos papo.
Lembrei-me disso hoje, ainda agora, quando tomava meu café da manhã/almoço/natureba. (Desculpem o atraso do blog. Estamos a menos seis horas do horário de Brasília.)  Tentei alugar o filme Macunaíma, baseado no livro Macunaíma; não havia.  Consegui o Bye Bye Brazil. (que pobreza as referências à arte brasileira na Net.)  Anísio Medeiros, mãe, mesmo que malvada, de seus queridinhos, do Piauí, talvez com certo carinho pelos alagoanos e desprezo por essas baboseiras de sobrenome famoso.  Daí, Tina Harris. A cor, em cera pastel, pastel ou aquarela, foi meu triunfo perdido nos arquivos da FAU-UFRJ, porém bem aprendida. Passei com dez, sem nenhuma das minhas provas comigo. Vocês acreditam?

Anísio zoava a política em sua seriedade ortodoxa. Não sabia até uma lida rápida na wikipedia que ele também foi da política.  Zoava os puxa-sacos, os hispanos, ricos e pobres, não deixou pedra sobre pedra. Porém, enquanto a FAU-USP pode ter tido seus dignatários, modernos e estilosos, nesta era 73-78, a FAU-UFRJ teve grandes nomes, medalhões da arquitetura ou da arte brasileira.  L.P.Conde, meu professor de planejamento urbano, enfrentou um arquiteto de renome por princípios de liberdade criativa. Conde tinha idéias de planejamento inovadoras; mandou seu recado bem. Joca Serran, morto em acidente trágico aos 36 anos, sonhava com planejamentos paisagísticos e urbanos abertos à imaginação do estudantado. Alfredo Britto, de história da arquitetura, meu "muso caboclo," com olhos amarelos, meio temperamental, de tudo sabia. Nora Rónai, não dava sopa, era  professora medalhão de geometria descritiva, meu amor masóqui pois me reprovou. Maurício Houaiss, era o professor de cálculo I e II. Não sei o que defendiam politicamente e não importa.  A FAU-UFRJ de 1973-78 foi o máximo dos máximos e Anísio Medeiros a estrela-mór desta constelação. Anísio gostava de contar dos truques usados para fazer a feijoada de Macunaíma, por exemplo: pedaços de esponja imitavam carne, anilina negra era feijoada na piscina do Parque Lage; dos detalhes da cabeleira maravilhosa da Betty Faria, feita de luzes de árvores natalinas, no Bye Bye Brasil. Cada detalhe cênico ou artístico vinha acompanhado de comentários pessoais dispensáveis ao meu relato aqui.

Cada filme em que Anisio Medeiros, casado e pai de filho, era ou cenógrafo ou diretor artístico, ou figurinista, a gente via rapidinho pelos detalhes importantes para nossas carreiras depois de formados ou para nosso acervo de buxixos (fofoquinhas.)

Hoje conversei até cair a linha com esta pessoa que me contou  um pouco, no dia de São Jorge, em 2003, da morte do Anísio. Estava eu no Rio a assuntos de família, para variar, pois há viagens e viagens, nem sei onde li isso. O que sei é que Anisio enriqueceu o folklore da FAU-UFRJ sem ser fofo Caetano. Víbora, cascavel, mito dos que o conheceram, sua memória perde-se no pó das gerações que confundem a Tropicália de 1968 com a Semana de 22. Faço a digestão de um almoço/café natureba/vegetariano, pasmen, comedido: bacon, linguiça, ovos, panqueca, café, morangos e grapefruit, tudo natureba sem carne. Tinha lido sobre o tal do Capitão Nascimento no Orkut e não resisti para comentar sobre aquele que não é fofo como o Caetano e que teria a idade da minha mãe, o grande artista, cenógrafo, arquiteto, figurinista, genial, meu grande professor sobre cores ( o rosa colonial é terracota mais branco) Anisio Medeiros. Que estenda suas asas de carcará sobre nós.

30-10-2007

Ensanduíchados afinal, Amén

Estarei aqui diariamente, quase, com a chatice de sempre de um Botafoguense doido para hospedar a Copa do Mundo da FIFA. Ah-ha! Já sei. A alegria doce e única, irreversível, é saber que nem espelhinho de índio brasileiro compra mais, talvez por atavismo. Enquanto o Botafogo de Futebol e Regatas patrocinará a Copa no Rio, só rindo, vocês verão bilhetes a duzentos dólares ou mais, vi em Pasadena na semi-final do Brasil e Suécia. Os ricaços da FIFA verão o merchandising paralelo a todo vapor, imbatível, brasileiro, jeitinho ou système J (ji), judeu, mouro, visigodo, gálico, galego ou o quê seja, a transubstanciação católica que a todos lavou desde a Santa Inquisição até o todo sempre, amém. Ficaram os anéis e os dedos. Duh-uh!

Direto do Google Bar, através do meu MacBookPro demodé, Tina Oiticica Harris, cujo post não teria sido possível sem leitura prévia do Marmota e do
Marcus Nunes.

A geração sanduíche Parte 2

Cinerama082707 Somos a geração sanduíche, portanto, de ex-magras, implacavelmente zoadas, de homens distintos mas carecas, somos cheios de mazelas que não merecem nada mais que um revirar de olhos (de novo? Lá vem.) Somos os velhos, não os velhinhos.

O esquema funciona assim: nossos pais na casa dos oitenta, nós na casa dos cinqüenta e tal e os filhos com quase trinta alguns, outros ainda adolescentes. O conflito, que não é o do Fagner, Petrúcio Maia e Climério de 1976, grande sucesso do cearense acompanhado do pernambucano Robertinho de Recife pré-água oxigenada, este conflito vai assim, o nosso e o do Fagner, com 55 anos, nas minhas contas. Uma revelação.

Nós ainda damos para quebrar uns galhos. Logo, que se danem nossos ais. Nós ainda temos mesmo que ilusória, a paixão pela vida que nos resta.  Queríamos talvez aquele corpinho de ninfeta anos 60, Lolitas que muitas fomos. Diz o sábio Dr. NFR que o maior e melhor órgão sexual do corpo humano é o cérebro. Não é formado em biologia mas francês por natureza entende de filosofia.

Meus amigos da jornada deste bloguinho que só ontem descobriu a reforma Google - a barra Google - duh! - que melhorou consideravelmente a visibilidade do Universo Anárquico, meus amigos invisíveis, usuários ambi-sinistros(ou ambi-canhotos) da velhinha www 2.0, não temam.

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A geração sanduíche

A geração sanduíche somos nós na meia idade, ainda não tão velhos assim, conhecidos como "baby boomers" aqui nos EUA, nascidos entre 1945 e 1964. Sou eu, sou eu! Que nem o velhinho (outra geração) que levanta a mão radiante quando indagado sobre quem vai trepar naquele dado dia do encontro de sexologia, mas isso é outro assunto. Diz o sociólogo Sergovksi Novastrovski de UCSD que o Brasil teve um mini-boom populacional depois deste manjadíssimo do após-guerra.  Não discuto sociologia nem antropologia, do último tópico fico com o antropo sem lógica ou saber.

De velhinhos há piedade, peninha, auto-peninha, exceto os trogloditas que não receberam educação=bons modos. Infelizmente são muitos os herdeiros da filosofia "Sem Destino" da minha geração.  Filhos tardios, como o GHR, ou netinhos cheinhos de vontades. Fora os filhos adultos, criados a la volonté, desde os Ataris aos benefícios de ajuda $$$ que os pais da minha geração, a mais abastada e educada formalmente dos EUA, pode dar.

Nem velhinhos têm pena dos velhotes de meia-idade. "Dou meus cem pulinhos todas as manhãs." "Sua mãe não se embagulhou assim, olha que barriga." É a doença implacável dos que chegam perto da hora, independente de religião. Falou um amigo que não há religião que segura a barra na hora agá. Olhem que ainda estou na hora F. OMommyu G. Excelentes acordes para guitarra. Não acham?  Olhem a pose da minha mãe, uma mulher dada a flertes, seca ao toque, ao ponto de fazer crer que nasci da Imaculada Conceição. Jo em 2001.  Com eternos 20 anos.  E você?



 

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27-10-2007

Saíram para tosquiar, saíram tosquiados

Hoje amanheci feliz. Ontem foi um dia complicadíssimo, com vários assuntos para resolver. Reunião sobre os cuidados da minha mãe. Depois, a reunião na escola pela qual esperei quase três anos. Aconteceu que minha intoxicação medicamentosa parece ter cedido. Exceto a teclagem, que não tem jeito, senti-me forte para  andar quase sozinha.
O ar nos deixou com uma tossezinha, leve asma. Finalmente
fiquei com pena do povo migrante daqui, só espero que não construam suas habitações em linhas de fogo florestal. De certa forma é um alívio saber que nosso barraco é longe o suficiente do mar em caso de tsunami. A manchete ecônomica é a recessão no mercado da casa própria. El presidente veio e foi e ninguém viu.
Há um ditado americano que diz que não há sentimento melhor que NÃO ser pego com as calças arreadas.  Estávamos preparadíssimos. Que acham que aconteceu?Ghrg5

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23-10-2007

Abobrinhas Americanas -Malibu

Os incêndios justificam amplamente apoio à energia solar e de moinhos de ventos.  O vento que vem do nordeste, o vento de Santa Ana, é quente, seco e sabe a feijão moreninho de East Los Angeles, logo depois do L.A. River.

Os assuntos domésticos entram nos eixos, paulatinamente. Ainda em ritmo lento de blogosfera, resolvo meus problemas decorrentes da minha combinação de horror ao inglês cibernético, escrito por engenheiros no Japão e traduzidos a 3 centavos do dólar por qualquer um. Ainda não sei minhas senhas por aí mas não importa. Google não é verbo; é substantivo definido pelo seu TM. Eu sou Anarchic_Universe ou Universo Anárquico, ambos (SM). Isto não é para coibir ou cobrar pelo uso do duplo sintagma Universo Anárquico ou Anarchic_Universe em frases.  É para usar na blogosfera, como título de blog(s) que visam ter lucro, comércio. Aprendi isso recentemente.

Li sobre isso. Tudo que queria era guardar a propriedade dos nomes enquanto blogs.  Algumas medidas recentes na minha vida foram imperativas; outras, normativas, e outras ainda dizem respeito à minha vida particular.

Os moradores da California são escravos das intempéries clichês: fogo, enchente, ventos e terremoto. Além disso somos escravos das hipotecas de custo elevadíssimo, do seguro de saúde papo furado, tenho a impressão que todos acompanham as histórias dos incêndios que vão de Malibu a caminho de Santa Bárbara, pularam Santa Monica, e marcham ao sul, em  San Diego.  São áreas florestais perdidas, atestados do mar que não é de rosas daqui de Santa Monica, cujo distrito escolar, por exemplo, é unificado a Malibu. Em outras palavras, nossos impostos mais uma vez irão socorrer o pessoal que faz questão de morar em morros de barro seco ou à beirinha do mar.
Prontos para mais abobrinhas?  São da horta.

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11-10-2007

Pedro Paulo Marques Rangel - Soppa de Letras

O Soppa de Letras está repaginado.  Há muito queria republicar este artigo. Pedro Paulo Marques Rangel me deu permissão para transcrição integral deste alerta. Muito obrigada. Está lindaço.
Aguardo sua estréia na nova novela. Me avisa o nome e hora? Soppa de letras. Obrigada Rômulo pelo toque do link. Vou lá conferir. PP é o favorito das Oiticica Harris e dos Rouquette. Problemas a caminho de resolvidos, férias boas. Passei a tarde noite cerzindo pijamas. O dia procurando fotos e chefiando a cozinha.  Continuo de férias à la americana. Obs. Ninguém mais chata que botafoguense e ex-tabagista
.
Obrigada, PP, por sua generosidade ímpar. --Tina Oiticica

Amigos, com vocês, Pedro Paulo Marques Rangel.

Sexta-feira, Junho 22, 2007
         

DP... O quê?      

A partir do dia 3 de julho, no Conjunto Nacional da Av. Paulista em São Paulo, estará sendo apresentada ao público a Exposição Fotográfica
"Haja Fôlego - O Mundo pela Ótica do Portador de DPOC"

Essa mostra apresenta a visão de aprisionamento aéreo e alívio respiratório contada por 10 portadores de DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (antigamente denominada enfisema pulmonar ou bronquite crônica). Trata-se de um problema ainda pouco conhecido pela sociedade, mas que mata pouco mais de quatro brasileiros a cada hora e afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas no País.

Intitulada "Haja Fôlego - O Mundo pela Ótica do Portador de DPOC", a exposição é uma iniciativa da Associação Brasileira de Portadores de DPOC, uma entidade sem fins lucrativos dedicada à conscientização sobre a doença e à prestação de serviços de orientação sobre a DPOC, tratamentos e recursos que possam contribuir com o resgate da qualidade de vida do paciente e sua família.

A DPOC é uma doença pulmonar progressiva e incapacitante, que se manifesta normalmente a partir dos 40 anos de idade. Os portadores geralmente apresentam sintomas como falta de ar e tosse constante com secreção, características que dificultam o diagnóstico preciso e podem levar a confundi-la com problemas respiratórios mais simples. Mais de 90% dos casos estão diretamente relacionados ao tabaco, com pacientes fumantes ou ex-fumantes.

Estima-se que haja em torno de 300 milhões de pessoas em todo o mundo com a doença. Em estágios avançados, a DPOC impossibilita o paciente de caminhar, falar, alimentar-se sozinho e realizar outras atividades rotineiras, devido ao aprisionamento aéreo (acúmulo de ar nos pulmões que resulta na sensação de "falta de fôlego").

O crescimento da DPOC é alarmante. A Organização Mundial de Saúde prevê que até 2020 a DPOC seja a terceira causa de morte mais freqüente no mundo, atrás apenas da doença cardíaca isquêmica e do acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral). Por isso é muito importante que a população conheça o problema, os sintomas e procure um pneumologista, ao primeiro sinal da doença.
Embora não tenha cura, a DPOC pode ser controlada e, por meio de avançados medicamentos, reabilitação pulmonar e outros cuidados específicos, é possível reduzir o impacto da doença no dia-a-dia do paciente e contribuir com a melhora da qualidade de vida.

Para saber se uma pessoa tem possibilidade de ter DPOC, basta fazer o teste abaixo:

O questionário abaixo foi desenvolvido para a pré-detecção da DPOC.
1. Tem mais de 40 anos?
2. É fumante ou ex-fumante?

Se você respondeu "sim" às duas questões acima e responder afirmativamente a pelo menos uma das três perguntas abaixo, procure um especialista.
1. Apresenta tosse diária e constante?
2. Apresenta catarro pulmonar ou muco na maioria dos dias?
3. Fica com mais falta de ar do que as pessoas da mesma idade?

               (release Adriana Solinas - Ketchum Estratégia)

Como sofro de DPOC, durante a temporada da SOPPA, fui obrigado a, algumas vezes, colocar um aviso na bilheteria ou comunicar ao público através do sistema de som do teatro que "o ator Pedro Paulo Rangel fará o espetáculo de hoje, afônico".
Depois de algum tempo, substitui este aviso formal por uma conversa com o público, numa espécie de intervalo que criei com este propósito. Nele eu abordava, de forma bem humorada, esta doença praticamente desconhecida -por mim, inclusive- causada em mais de 90% dos casos, pelo vício do cigarro. Após o espetáculo, os portadores de DPOC presentes, vinha trocar idéias comigo. E o que me chamou mais atenção nesses contatos foi a alta incidência de fumantes passivos alcançados pela DPOC. Desta maneira, por exemplo:
Entre as numerosíssimas substâncias nocivas existentes num cigarro, encontra-se também o amoníaco. O fumante não consome esta amônia, porque ela é detida pelo filtro do cigarro. Já sua mulher, seu marido, seu filho, ou o vizinho de mesa no restaurante, ou a velhinha na fila do banco ou o bebê tão lindo que você acaricia na rua enquanto dá suas tragadas, aspiram todo esse veneno, indefesos.
Para refletir.


(Foto )

          

postado por:

PEDRO PAULO MARQUES RANGEL

12:44 PM

      

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02-10-2007

Uma incelência: J. Maish professor missionário

Se fosse parodiar diria, "Senator Kennedy was a friend of mine. You are no Senator Kennedy." Vocês administradores não administram NADA. Quinta passada foi um dos piores dias recentes de tudo. Dentista pra três coroas temp. Notícias desagradáveis. Miastenia talvez induzida pela novocaína.  Quando for rica vou contratar um acupunturista pra tudo.  E uma massagista japonesa pra andar em cima de mim.

Já chiei sobre a indiferença do sistema público de Santa Visigoda-Merdelê Unified School District.  Fui funcionária dedicada até demais. Fui, total desconsideração.
Na quinta a dentista, que tem vocação para Fígaro, tagarela, me contou sobre o Mr. Maish.  Ele era um professor que se importava com os alunos da escola John Quayle.  Nascido no Peru, gringo de origem missionária, acolhia os guris encapetados em sua sala de aula sempre aberta. Falava muito.  Seu espanhol era fluente, seu inglês idem.  O conceito de duas escolas em uma é papo sério.  Há os que têm pais sempre lá nas escolas buzinando nos ouvidos dos administradores e assinam cheques e enchem o saco.  Há os pais que não fazem idéia do descaso deste distrito escolar em relação ao corpo discente e docente.

Devem ter ido buzinar no pé do ouvido dos administradores que J.Maish ligava pras crianças dos pobres. Que falava muito um espanhol nativo.  Ele foi assediado diariamente até se "aposentar." Um missionário do ensino se matou. Gabi quis saber por quê. Já me tinha esquecido. Há momentos na vida em que sentimos que perdemos tudo.  Dizem que a mulher o deixara.  Sei lá. uma filha, um filho. Universitários. O caso está sendo abafado.  Choro porque penso no conundrum "Se uma árvore cai em uma floresta sem que ninguém esteja lá para ouvi-la, a árvore produz som?"
Luciana do Cintaliga que ore por este homem, por nós, porque não sei mais orar. A árvore está sendo ouvida. Não vai cair à toa. Nóis semos poucos; ruidosos, libellules.

Aniversário de Ghandi e garastazu médici.

26-09-2007

No tempo do mIRC

Sou jurássica mas não do tempo do mIRC.  Terei dois anos de blogs em novembro de 2007. Oxalá.  Neste tempo aprendi sobre Netiquette blogueira por aí.

• Não me diga que sou inteligente e o post está o máximo se não o leu.  Vou acabar acreditando. Daí à empáfia um pulo.

• Não diga que roubou minhas fotos. A licença para estas determina se roubou ou vai usar. Se for licença que permite uso sem fins comerciais e dando autoria ao Flickr anarchic_universe, ótimo.

• Minha saúde se vai a curar no dia em que não houver problemas na minha vida. Sou de natureza estressada, esquentadinha e reclamem com o Senhor.  Mas antes reflitam.  Se eu quiser falar sobre minha saúde falo, como já falei anteriormente.  Se não, passe um e-mail. Tina Oiticica Harris é quase meu nome de verdade. maria cristina.

E é mais ou menos isso, bom nome de blog.

08-09-2007

Bê-A-Bá do post diarinho

Atendendo a pedidos, vou fazer um post diarinho. Estou usando Safari; logo, o código aparecerá direto como produto final. Lembrem-se do maior segredo para um post-diarinho dar certo: Se você usa < ∫ fecha o sinal, em algum lugar vai ter que haver o fim do par
Fecha o sinal /∫>.

Farei um post de três frases e cinco fotos. Vou abrir o Flickr.

Abri o Flickr. Vou abrir o conjunto.
é o conjunto "Fábula".
Escolhi
•flor bonita
•rainha má
•JFK
•figo aberto
•Neo

Vou contar a historinha.

A flor mais linda

Vou centrar e sublinhar o título

A flor mais linda


Era uma vez uma rainha invejosa e má. Era fuxiqueira, tempestuosa e abusava do seu poder.

Vou inserir a foto da flor. Vou abrir o Flickr e fazê-lo. última vez. Atenção!
Abro o set "fábula". Clico na foto da flor.

Na barra superior, na janelinha vai estar o URL da flor. http, borogodó e e/1305854905/in/set-72157601827722775/ que é a identificação da flor.

Quando clica na foto ela vai pra outro URL, de download (baixar.) Escolhi o tamanho pequeno e inseri o código abaixo da flor na minha fábula.

x="http://www.flickr.com/photos/anarchic_universe/1305854905/" title="Photo Sharing">The Most Beautiful Flower

Tirei o (a href) e ( /a ) para não impedir a leitura, pois Safari é do tipo what you see is what you get.

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30-08-2007

"Tarde" de Paulo Henriques Britto - Poeta Laureado


Trecho de Quatro Autotraduções, do livro Tarde - © Paulo Henriques Britto, 2007. Reproduzido exclusivamente com autorização do autor para fins educacionais por Anarchic_Universe, 2007.

III                                                                      


TERCINA

"Vontade, verbo, olho e mão --
com isso faz-se todo um mundo.
O resto é o resto", você diz.

Concordo com o que você diz.
É claro, eu tenho bem à mão
outras quatro versões do mundo--

porém por nada neste mundo
negaria o que você diz.
Cautela e amor se dão as mãos.

O que você diz sobre o mundo?
Me dê sua mão.


© All Rights Reserved
Fotos noite de autógrafos aqui. Feitas por Rui Britto

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12-07-2007

Nove entre dez programas em Los Angeles e mais

Para quem não sabe, vou contar um pouco da California.  Para vir pra cá os gringos tinham que atravessar a Sierra Nevada.  Esta travessia era calculada e super-planejada.  Geralmente começavam em abril. Um pouco mais tarde poderia significar que as caravanas ficariam presas na neve das montanhas até a primavera seguinte.

Vejam a Sierra Nevada e mais dados sobre a California, que foi uma República,  com bandeira de uma lista vermelha e outra fina verde com um urso no meio.  Ficamos isolados dos EUA por causa da Sierra Nevada. O modo de transporte para comércio de couro e sebo, muito valioso para fazer velas e sabonetes, eram os navios, que davam a volta na Patagônia, vindos da costa leste, New York, New Jersey, Boston.

A Sierra Nevada rendeu estórias.  Uma é ficção, The Outcasts of Poker Flat, do Bret Harte.  A outra rende matéria de jornal até hoje.  É a tragédia do Donner Party, um grupo de duas famílias e agregados, num total de quase 90, que saiu tarde e ... deu em canibalismo lá em cima; só recentemente eles fizeram as pazes.

Nosso limite leste são Nevada e Arizona, ao sul, o rio Colorado, que nos fornece água. Ao norte está Oregon e um conjunto de montanhas. Ao sul está o México e quem for para o oeste cai no Oceano Pacífico, que de Pacífico não tem nada, é gelado e de difícil porto. E por isso os espanhóis chegaram aqui primeiro a pé, através do deserto entre nós e México.

Nossas quatro regiões são: as montanhas ao leste e norte, o
vale central, celeiro do mundo, a costa, com os  portos de San Francisco, San Pedro e Los Angeles, que têm suas mercadorias armazenadas ao leste de Los Angeles para redistribuição. E o deserto, ao leste do sul da California, com a maior depressão do mundo (não é a minha) -- O Vale da Morte, onde a temperatura chega a 50 graus centígrados.
Gold_mining2
Então porquê tudo isso?  A geografia determinou a política.  Os mexicanos, que eram os donos da California, deixaram a terra nas mãos dos californios. Estes declaravam que seriam fiéis ao México.  Os gringos casavam com mulheres locais para acessar posse de terras e gado.  Tudo funcionou até 1848, quando descobriram ouro.  Em 1849 veio tudo que foi gente atravessando a SierraGold_mining_1 Nevada para trabalhar no ouro.  Éramos uma República mas os EUA nos agregou e viramos estado dos EUA em 1850.

Andou, virou , mexeu e no que deu?  Mesmo agora, antes da California Marrom, nove entre dez programas do horário  nobre são ... en español. Novelas e outras coisas tipo Silvio Santos. Cristina, uma cubana xexelenta.

A California está entre os dez maiores PIB do mundo. Só que o investimento para preparar-nos para os 60 mihões de habitantes em 2050 não é pouca porcaria.  Pens
Gold_digging_2001em em infra-estrutura, por exemplo.  Pensem nos investimentos  que de tarde volto para mais sobre a California Marrom.
Baeta e ouro de tolo.  É difícil achar mas alunos de quarta série, cujo currículo em estudos sociais é California, vão em excursão aos locais da corrida do ouro.

Temos a indústria de entretenimento: TV, Hollywood, os astros moram aqui, a MTv, Yahoo, Sony, edição de vídeos, tudo aqui.  Temos o Vale do Silício, com Apple e muitos outros tecchies.  Nossas leis anti-poluição são rígidas. Temos agro-pecuária para alimentar o mundo. Estão na California sete parques nacionais, de biosferas diferentes.  A California, assim chamada por causa de uma Rainha Cali é a terra da magia, da fartura, do tempo bom. Aí, de repente, um terremoto ;P)

A síntese de um dia de sol dentro de um carro a cem na autopista, indo para a praia é Beach Boys. Aqui, cantando "California Girl"

10-06-2007

Um xaveco pela história da TV e rádio brasileiras

Boa tarde, boa noite à maioria dos meus leitores.  Outro dia ensolarado no sul da Califórnia.  Mais lutas e menos liberdades. A liberdade é um direito garantido pela ONU (podem rir, deixo) que sem luta vai sendo comida que nem mingau, pelas beiradinhas, obrigada João Saldanha, que viu que Pelé não enxergava direito já em 1969.

A Doutora V.M.B. botafoguense, autêntica e :sensível: me disse:

--Tina, se toca. O Saldanha era pecebão, cara. (sotaque marrento)

Gabriela Zago nem sabe ainda.  Ela quer descobrir mais sobre o Repórter Esso.  A busca se tem revelado infrutífera.  Será que há mais gente que se interesse pela história do rádio e da tv brasileiros ? Com tempo para achar arquivos audio e visuais?  Sei que no meu blog tem um link de radio do tempo da minha mãe, Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, cada um favorecido por uma das irmãs, Olga, Zenaide, Clotilde.

Sei também que um problema sério foi a imbecilidade das estações.  Não tinham fitas então gravavam em cima de fitas já gravadas.  Ou incêndio. Ou sei lá.  Fica o pedido para desocupados como eu darem um alô nessa busca.

Recebi um comentário de uma pessoa super-simpática, mesmo que tenhamos diferenças políticas. Seu blog é recente, ele também é do RS, o também referindo-se aos do RS e SC, como Carazinho ( piada interna e externa.)

Vejam um blog que não está nem aí com SEOs, PRs.  O post da Gabizago é demaish, não é não?  Aí vai, de Pelotas.  É mais ou menos como o Rayol, cujas convições políticas não são as minhas.

Hoje foi legal ler que o Papa (aquele mesmo, o "nazista" que é somente do Santo Ofício) conversou com o Idiota Supremo para que essa pessoa fosse cristã(como diz ser) e terminasse logo de uma vez a guerra no Oriente Médio.

Os dez mandamentos não são um tabulário só para cristãos.  Judeus e muçulmanos também têm os seus preceitos. Os Dez Mandamentos vêm do VT.  O Corão e a Suna contém praticamente todos os elementos do slivros sagrados, em linguagem mais floreada, adicionando leis de higiene e nutrição.  Minha amiga_muy_amiga yenta quis argumentar que às vezes o mandamento "Não matarás" deve ser quebrado. Não existe isso em dogma( movimento de filmes tr00s)  Não existe mais ou menos ou relativismo. "Não roubarás" não tem limite, "Não roubarás além de X milhões de dólares."

Não sou praticante de nada, só da arte de ser chata, cricri, botafoguense e roqueira.  Os dez mandamentos, link acima, fazem parte da cultura geral.  E mais, a Bíblia é leitura indispensável para literatura anglo.  Que que tem de errado em ler um livro escrito em gêneros diferentes, com sexo, vide os Cânticos do Rei Salomão, guerras no Velho Testamento, as quatro facetas do Jesus segundo Mateus, advogado, Lucas, Marcos e João muydoidão, no Novo Testamento, são fascinantes.  Os relatos são diferentes, todos com intuito de provar que Jesus é o Cristo.  Cultura não morde ninguém.

Irritante para mim é ler o eufemismo "israelense." Judeu é judeu.  Vivemos assim há milhares de anos.  Ser "israelense" ou "israelita" não resolve o ódio contra o povo escolhido.  A maioria dos brasileiros letrados perpetua o anti-semitismo, eu inclusive, o racismo, regionalismo babaca.  Sabem por quê? É uma questão de crise econômica.  Para os riquíssimos não há barreira nacional ou étnica.  Acordem.  Há um só Brasil, voltado para a Europa situado na América Latrina. Podia ser pior.  Ter fronteira com El Norte.

Já ouviram Violins, dica do Marcus da Grande Abóbora?

Além da crise no Oriente Médio, li que Paris Hilton não vai recorrer de sua sentença de 23 dias.  Epa! Eram 45 dias.  Whatever, nevermind.

Boa tarde.  Estava tentando me lembrar das piadas com nomes e sobrenomes "pinto".  Assim como Vicente Pinto, Amâncio Pinto, Décio Pinto.

Será que a tradição oral morre em conseqüência da TV, Internet, VHS, CDs ?

Só perguntando ao Google. Musiquinha? Craro, Cróvish. Os  links são pra mim mesma.

Até+!

P.S. Instant Karma, músicas do John Lennon cantadas por outros, 10+ se baixado do iTunes.  Dia 12 de junho.  Os outdoors da Apple/iPod já estão usando cores africanas, vermelho laranja, verde, eles sabem fazer negócio. iPhone sai até o final do mês.

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06-06-2007

Ainda drogas; que droga, dizia o marido da Zúlia

Abobrinhaschile06 Introdução: Abobrinhas

A primeira novela a que assisti foi "América". Estava em Nova Friburgo, revoltei-me quanto às sandices na novela e não gosto de alugar meu tempo pra besteirol desse naipe.  Voltei pra casa.  A novela ainda rolava. A atriz principal é bem gostosinha e parou aí. A jovem mijionária era interessante; Raíssa.  Que nome bobo.
O Edson Cellulari é o  amor da vida de uma das minhas tias.  Muito chatinho; idem a filha da Glória Pires.  Boa mesmo era a Juliana Paez, que continua boa, com cara de vadia, fazer o quê?
A Pati-Faria tadinha, fizeram plástica mal feita na mulher, que foi um símbolo sexual.  Ainda tinha o chato do Ed, o chato do Tião, por quê raios que me partam que assisti à novela? E me esqueci do chato de plantão, deficiente visual, mais a mãe da criança deficiente visual.  Bom mesmo era Vila Isabel. Emendei com "Belíssima" e encerrei por aí. Vejam o rabo que deu com o Marcelo Anthony, dedado em  frente ao seu hotel em POA ?  Mas passar cheque pra vapor é cretinice.
Um amigo em um desses "Think-Tanks" da vida disse que gostava da novela por educar o povo.  Eu, hein.  Acho que a gente via a novela pela quantidade de gente bonita.
Nesta novela apresentam o tráfico de drogas via fronteira nossa com o México. Além disso, mostram como os bailes "funk" são utilizados para o transporte de armas e drogas enquanto os filhos da classe mérdia estão no embalo.

Cheguei ao ponto onde queria chegar: ta-tah!

Corpo do texto:
w1zard.com
disse:

I. Nos comentários aqui que discorda com o primeiro e segundo parágrafo do Enloucrescendo de 4 de junho.

Tudo seria droga?

Responde o Universo Anárquico:

A. Vamos com calma aí, gente boa.  Tudo que ingerimos tem efeito bioquímico no nosso corpo e cérebro, nem sei por quê separá-los.  Por quê algumas são "drogas"?

B. A questão são as drogas que alteram o comportamento, aquelas drogas: álcool, maconha, anfeta, coca, êxtase, que é um tipo de anfeta. Cigarro. As que têm potencial para viciar. Ou enlouquecer pessoas.  Ou induzi-las a comportamentos indevidos, que farão mal a elas e outros.

C. Comer. Ato bioquímico: sentido ingerir alimentos, comer: sentido transar sexualmente, é bom e necessário.  Como o próprio Ian demonstrou no Enloucrescendo, há um aparato que propicia um "high" naturalmente. Ontem citei os tanques para flutuar no escuro absoluto, deprivação sensorial. Tem ioga. Daniela sabe que desde sempre o cerumano busca um estado sublime.
   

II. Regular ou proibir uso de drogas?

Sou contra regulamentação do estado na vida individual dos cidadãos, desde que estes não estejam fazendo mal a outros.  Se a pessoa é gay, transexual, bissexual, não tenho nada a ver com isso.  Não dá pra tapar o sol com peneira. As drogas estupefaciantes têm vários negativos que diminuem o positivo.  Na Libelu ninguém podia usar drogas para não ser vinculado à escória do tráfico. Entretanto, sou contra a proibição das drogas.  Sou a favor da educação, principalmente dos pais de família.

Que mais?  Os comentários estão abertos.  Uma foto e um vídeo, pode ser?
Ah, ia-me esquecendo. Aniversário de 30 anos do moskito do http://www.dequalquerjeito.com.br, o blogueiro renascentista.

Já que andamos falando em distopia, que tal a abertura de "Laranja Mecânica", livro tão bom quanto o filme de Stanley Kubrick, ao som de Pink Floyd? E uma foto para encerrar?  Então, pra quem engole: esperma é "droga"? Lâmpada na minha coleção Flickr, não parece um espermatozóide?
Objects_to_flickr_05

 

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04-06-2007

Ufa! Livros e tochkes:quinquilharias

Cheshirecatgrin_2
Kitty Carslyle descansa em meio a fios porque gatos têm sete vidas.  Seu sorriso é o do Cheshire cat, imortalizado em "Alice no País das Maravilhas."  Na verdade, um grin mostra os dentes.  Ela mal o faz. Sonha.  Gatos têm R.E.M.
Ghr
O aborrecente pausa para a máquina fotográfica.  Finalmente consegui todas, carregá-las e só falta o manual da videocam.  A "sudadera" foi comprada no International Airport Dulles, em D.C. depois que o agente da Migra nos deixou plantados cinco horas em trânsito.  É a geração Pod. Pode tudo. 
Harilaos
Coleciono shotglasses, copinho de cachaça, tenho muitos. Não bebo mas gosto dos copinhos.  Nesta foto tem uma miniatura de TV com relógio ( funciona!) e foto de uma cena do "I Love Lucy".  Minha pulseira metaleira de 1985, presente-sarro com a minha cara no meu aniversário.  Daddy, quando entrou para a Marinha Mercante, um Mr.Peanut, símbolo da minha primeira colega de quarto na USC, DADO.  Ela me deu e tenho até hoje o bonequinho de pano do Mr. Peanut.  Uma pontinha de descanso de copo do Blue Bar, do Hotel Algonquin.  Não roubei.  Pedi.  Algonquin é o nome da tribo de NYC.  O Hotel Algonquin é histórico por sua mesa redonda onde os literatti se reuníam.  Destes gosto do James Thurber. A revista New Yorker ficam em frente, quase. Esta só dá pra ler em particular, enquanto os lobos não vêm.

Livros2
Meus livros, menos o Asimov.  O Poe é em francês para o Nicolas ler. Tradução do Beaudelaire.
O livro marcado, do Marcus du Sautoy, é o que fala sobre 42 e números primos.
Esta Sony é chatinha para pegar o foco da foto.  É raro conseguir foto boa.
Para encerrar, o quadro proibido daqui de casa que outra allumeuse ( mulher que atiça o fogo no cara só por atiçar, falta do que fazer, mesmo.  Se o cara puxar o "pau pra toda obra" ela fica assustadinha e corre.)
O pau-pra-toda-obra foi uma busca hoje.  Em alemão!  Bom , pau-piroca é schwanz ou rabo, como em francês piroca é rabo, queue.  Como fila ou bicha em Portugal.  Obra acho que werk serve.  Seria então Allwerkmitschwantz ?  Sei lá, perguntem ao pessoal do sul.  Ainda não me explicaram o motivo de haver tanto blog no Sul_Maravilha.  Deve ser o frio.
Mais uma foto, do poster que ficou malocado no armário.  Vale uma nota, a Allumeuse SM me explicou.  É memorabília.  Musiquinha?  Já esconhi até: Easy Rider, abertura.  Mamãe posso ir?  Quantos passos?
Marihuana